PAN, para que te quero?

O PAN finalmente conseguiu eleger um deputado. Bravo! Confesso que cheguei a votar no PAN, porque acreditava que seriam uma força política diferenciadora, algo de fresco e realmente revolucionário. Agora que tem assento parlamentar, verifico aquilo que verifiquei quando li o programa que apresentaram nestas eleições.

O PAN significa: Pessoas, Animais e Natureza. Pois bem, seria espectável que as pessoas viessem em primeiro, na medida em que são os elementos com a força da mudança, os que criam as leis e as fazem cumprir. Pois, mas não. O PAN demonstra ser aquilo que sempre foi na realidade (desde a sua anterior denominação: Partidos dos Animais e da Natureza), uma associação sem fins lucrativos de defesa dos animais.

Claro que é positivo que alguém no Parlamento defenda os animais. Tudo lindo. Mas daí a cair no rídiculo, é um passo (ou um trote). Tenho assistido às intervenções do PAN, e creio que os animais estão bem representados, já as pessoas não tem essa sorte. Mas também, é só uma mera palavra numa sigla…

Li agora esta notícia: http://www.record.xl.pt/futebol/nacional/1a-liga/benfica/detalhe/pan-contra-o-voo-da-aguia-vitoria-na-luz-985015.html

Portanto, a conclusão que retiro rapidamente: são contra a domesticação de animais selvagens. Acredito que estão neste momento, todos os PanFans a soltar os seus cães e gatos e demais animais “domésticos”, que outrora foram selvagens, porque isso não se faz. Esperem amanhã cavalos a galopar pela A1, porcos em vara pela A23, pois estes selvagens foram domesticados e devem ser liberados.

O PAN está mesmo a mostrar o que é: um vazio humano, um partido Bestial. Coiso.

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As pessoas gordas

As pessoas estão cada vez mais gordas, ocupam cada vez mais espaço por onde passam e onde chegam. As pessoas gordas são, de facto, muito volumosas. Bloqueiam-nos uma paisagem inteira ao mesmo tempo que a ignoram. Isto porque as pessoas gordas sofrem de gordura aguda um pouco por todo o corpo: veem mal porque tem os olhos carregados de sebo, falam mal porque ora estão a comer, ora a vomitar o que estavam a comer, ou comeram há muito tempo e não conseguiu ser digerido.

As pessoas gordas andam mal e, pior do que isso, não se apercebem de que há mais pessoas que caminham à sua volta. Mas o facto mais supreendente das pessoas gordas, é que tanto podem medir 1,97m e pesar 246Kg, como podem subsistir com 36Kg dentro de um casulo de 1,57m. As pessoas gordas são do tamanho do seu ego.

Podem seguir no mais largo dos passeios, sem que ninguém os consiga ultrapassar (mesmo pedindo licença: as pessoas gordas ouvem mal). Numa autoestrada com 4 faixas, podem dificultar a nossa passagem, mesmo sendo os únicos a circular. As pessoas gordas ocupam mesmo muito espaço, mesmo à distância. Conseguem encher a internet com as suas próprias fezes. Quer estas venham da boca ou do cu, tem nos dedos o seu emissor, que bate pesadamente nas teclas e enche os espaços com restos imundos.

As pessoas gordas enchem, poluem, reduzem o espaço do mundo. Vivem nessa contradição de crescer sem acrescentar, de aumentar o espaço e diminuir o mundo.

Do lado oposto, estão as pessoas magras. Coitadinhas das pessoas magras… Podem ocupar duas cadeiras sem vermos que estão sentadas. As pessoas magras chegam a ser mais que magras: chegam a ser invisíveis. Passamos por elas sem que o nosso olhar não repouse nelas por um segundo que seja. Provavelmente está uma ao teu lado e nem reparas nisso. E pode nem ser culpa tua, mas sim da pessoa gorda que a bloqueia. Ou pode estar a um canto, envolvida em silêncio, a fazer uma vida muda. As pessoas magras não ocupam espaço, embora talvez quisessem ocupar. Não sei. Quando vejo uma tenho medo de lhe falar. Receio que se desfaça com uma pergunta.

E nisto, vou fazer uma dieta…