PAN, para que te quero?

O PAN finalmente conseguiu eleger um deputado. Bravo! Confesso que cheguei a votar no PAN, porque acreditava que seriam uma força política diferenciadora, algo de fresco e realmente revolucionário. Agora que tem assento parlamentar, verifico aquilo que verifiquei quando li o programa que apresentaram nestas eleições.

O PAN significa: Pessoas, Animais e Natureza. Pois bem, seria espectável que as pessoas viessem em primeiro, na medida em que são os elementos com a força da mudança, os que criam as leis e as fazem cumprir. Pois, mas não. O PAN demonstra ser aquilo que sempre foi na realidade (desde a sua anterior denominação: Partidos dos Animais e da Natureza), uma associação sem fins lucrativos de defesa dos animais.

Claro que é positivo que alguém no Parlamento defenda os animais. Tudo lindo. Mas daí a cair no rídiculo, é um passo (ou um trote). Tenho assistido às intervenções do PAN, e creio que os animais estão bem representados, já as pessoas não tem essa sorte. Mas também, é só uma mera palavra numa sigla…

Li agora esta notícia: http://www.record.xl.pt/futebol/nacional/1a-liga/benfica/detalhe/pan-contra-o-voo-da-aguia-vitoria-na-luz-985015.html

Portanto, a conclusão que retiro rapidamente: são contra a domesticação de animais selvagens. Acredito que estão neste momento, todos os PanFans a soltar os seus cães e gatos e demais animais “domésticos”, que outrora foram selvagens, porque isso não se faz. Esperem amanhã cavalos a galopar pela A1, porcos em vara pela A23, pois estes selvagens foram domesticados e devem ser liberados.

O PAN está mesmo a mostrar o que é: um vazio humano, um partido Bestial. Coiso.

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