Breve dissertação sobre merdas

Tenho andado com uma certa prisão de ventre ultimamente, mas aparentemente sou caso raro. Isto porque a merda que sai em jeito de torrente mediática me leva a crer nisso.

Assim de repente, na ordem do dia tem estado o Mundial da Bola, que nos deixa completamente quadrados, na medida em que deixamos de ter acesso a notícias em detrimento deste fanatismo histérico. Até continuam a haver notícias, eu sei, mas é preciso querer tomar conhecimento delas, pois neste momento elas já não são o relevante para os canais mediáticos.

O Cristiano é sempre a puta de serviço: antes de seguir para o Mundial, é o maior; quando perdemos, é um merdas. O melhor do mundo, dizem. Não concordo nem discordo, não me interesse. Interessa-me mais que este amigável labrego faça pela vida dele e até contribua de forma positiva para a vida dos outros.

Como a Seleção Nacional a levar na boca à força toda, esta é uma merda que se encontra no processo de secagem, mas que não impede que outras merdas surjam naturalmente. Hoje o Humberto Coelho fez uma declaração qualquer que deixou muitas pessoas indignadas. Senti-me muito mais são, quando tive que fazer um esforço até conseguir visualizar quem era este Coelho saído da cartola.

Nesta onda, temos o Pedro (esse brincalhão), a mandar o cagalhão para o ar ““não há precariedade laboral, mas há estabilidade laboral”. Dificilmente necessito de me alongar sobre estas palavras de rara sabedoria, proferidas por alguém que não vive neste país, mas que vive deste país. Adiante, que temos aqui adubo para a próxima colheita.

Isaltino Morais sai da cadeia para cumprir o resto da pena em liberdade condicional. Aposto que saiu por bom comportamento, e que numas próximas eleições será eleito (passo a redundância) para um cargo político em Oeiras e noutra localidade qualquer em que as pessoas não se importem com a corrupção, desde que dela tenham algum benefício. É aquela mentalidade: se roubas os outros, mas me dás algum, és para mim um exemplo a seguir, e para os meus filhos.

E mais merdas estarão para vir, mas também as férias aproximam-se e portanto continuará tudo a cagar nestes e noutros assuntos, pelo menos enquanto o sol brilhar… e por falar e sol, e este tempinho de merda, ah?

 

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